VIGÍLIA AMAZÔNICA
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VIGÍLIA PELA AMAZÔNIA
Realizada no dia 13 de maio de 2009 no plenário do Senado Federal em Brasília


Discurso de Christiane Torloni

O DESPERTAR DA FLORESTANIA

Hoje, dia 13 de maio é um dia muito especial. Dia de Nossa Senhora de Fátima e dia em que se comemora a LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS no Brasil.

Então, eu convido os presentes a uma oração ampla e ecumênica para que N.Sra de Fátima nos inspire e ilumine durante nossa vigília.

(Ave Maria)

O que é do céu ao céu e agora o que é da terra à terra. Se bem que, segundo Shakspeare, “existem mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia”.

Há 50 anos atrás, um grande homem - Martin Luther King lutou até seu último suspiro pela liberdade de um povo e pelo reconhecimento dos direitos democráticos de uma nação. Ao começar seus discursos ele dizia uma frase que virou seu lema e seu símbolo: “I have a dream” – Eu tenho um sonho.

Há exatos 25 anos, nesta mesma casa, aliás, nesta mesma sala, eu – uma menina de seus 25 anos – e toda a Nação viamos nosso sonho de avanço democrático ser pulverizado, diante de nossos olhos espantados, quando uma minoria de senadores biônicos votou contra a vontade de milhões de brasileiros que sonhavam pelas “Diretas Já”.

Hoje não existem mais senadores biônicos, nem categorias biônicas de parlamentares. No entanto, como dizem as más línguas ou as línguas más, para eles “a opinião pública é lixo”, pois, apesar das liberdades democráticas e da força da comunicação, com a convicção de sua imunidade e impunidade eles continuarão sendo reeleitos.

Estamos novamente em um ano pré-eleitoral. Portanto, eu convido “as línguas do bem”, aqueles que entendem que a política é uma ciência maior, a se juntar a essas um milhão de vozes que estão aqui, aos 45 milhões que protestaram contra o desmatamento no site do Globo Amazônia e aos 92% de brasileiros que se manifestaram contra a devastação, na enquete do Datafolha, a defender não só com palavras, mas com gestos precisos e inequívocos esta que é a última floresta tropical do planeta.

Esta mesma opinião pública que vem sendo ignorada, desconstituída e ridicularizada, está aqui dizendo claramente que não agüenta mais ver a coisa pública ser usada como “moeda de troca” para anseios que só aumentam poder, contas irregulares, mansões e castelos faraônicos.

Hoje muito de seus estados estão sendo castigados por enchentes, desabamentos ou estiagens nunca antes registradas. Mais do que qualquer argumento sobre o aquecimento global ou das mudanças climáticas, a própria natureza está gritando, e bem alto, que infelizmente, já passou de seus limites.

Esta noite, os que insistem em usar nossa floresta como moeda de troca em seus negócios devem ser identificados e banidos nas próximas eleições. A questão da Amazônia exige uma política de Estado e não de nenhum governo.

E se é mesmo verdade que aqui ainda resistem políticos que pertencem às mais arcaicas ideologias, é chegado o momento de, como diz Sheakespeare, “transformar a velhice em sabedoria”, e reafirmar um compromisso de florestania com a nação e com o século XXI, no qual entramos inexoravelmente.

A prova disso é que nesta noite, de histórico encontro democrático, a tecnologia está nos conectando, não só com o Brasil, mas também com o mundo. Nós não estamos sós. Ultrapassando as paredes deste plenário, estamos sendo observados e também julgados. Não nos enganemos: a Amazônia é hoje a “menina dos olhos” de muitas nações, que insistem em afirmar que ela é um patrimônio da humanidade. Não podemos nos esquecer que ainda no final da era Bush assistimos a quarta frota espreitando os mares do Cone Sul. Portanto, afirmar uma política severa de preservação é também um atestado inquestionável de soberania.

Hoje, 120 anos depois da assinatura da Lei Áurea, vamos também assinar a “libertação dos escravos da ganância e da corrupção” e garantir que o sonho de toda uma nação que nos acompanha hoje não seja demolido novamente como há 25 anos atrás.

A democracia venceu o golpe da ditadura e hoje talvez ela não agüente golpes da própria democracia. Vamos juntos reafirmar o nosso amor pela Floresta Amazônica e pelo Brasil.

SELVA!


Discurso de Victor Fasano

Boa noite a todos.

Boa noite Sr. Presidente José Sarney, srs. Senadores, autoridades. Boa noite brasileiros aqui presentes neste abaixo-assinado, todos preocupados com os rumos que a proteção do meio ambiente vem tomando neste país.

Esta é uma noite muito especial. Estão aqui neste senado, especialistas em assuntos amazônicos e meio ambiente, cientistas, pesquisadores das mudanças climáticas, representantes dos povos da floresta, Chico Mendes representado pela filha Elenira, enfim, o conhecimento amazônico alcançado com tanto suor, pesquisa e dedicação.

Eu espero que a aula de hoje nos faça refletir e forneça aos senhores Senadores conhecimento suficiente para repudiar ações contrárias à manutenção da floresta em pé e apenas aceitar ações auto-sustentáveis.

Diante de tantos doutores só cabe a mim um depoimento pessoal: nasci em País gigante e promissor, de recursos naturais abundantes e quase infinitos, de imensas florestas, de diversos tipos de clima e ecologia.

Aprendi na escola o que a árvore representa para a vida - sombra, frutos e abrigo. Também me ensinaram que uma árvore deu nome ao Brasil.

Fui educado para conhecer, estudar e sempre preservar a natureza. Viajei o mundo em defesa de projetos ecológicos variados e tenho muita história para contar.

Nos anos 90, quando fui dar palestra na Universidade de Luanda, a convite do zoológico de Pretória, pediram-me para tentar demonstrar ao povo angolano e às autoridades a importância de salvar as últimas palancas negras, o mamífero símbolo do País. Cercado de cientistas, jornalistas e políticos ouvi do Ministro de Meio Ambiente esta frase: “se esta espécie tiver que se extinguir, que aqui seja extinta, o animal é nosso, temos direito sobre ele e sobre sua extinção”. E negou qualquer ajuda.

Hoje, o símbolo do antílope negro continua estampado em todo lugar mas o animal em si, há muito não é visto.

Lembro do incrível relato sobre uma ave que abundava na costa leste norte-americana - o pombo passageiro. Seus bandos eram tão imensos que escureciam o céu quando passavam por até cinco horas seguidas. Um tiro gerava 80 carcaças. Cada ave era vendida a 2 centavos de dólar para adubar lavouras, alimentar porcos ou outros animais e também pessoas.

Sua população era estimada em 2 bilhões de indivíduos e quando o número de aves vivas chegou a um milhão - um número ainda bastante significativo mas infelizmente insuficiente para suprir as necessidades de reprodução, migração e auto-proteção da espécie - veio o colapso. Todo tipo de barbárie aconteceu com esta espécie, o último pássaro vivo recebeu carinhosamente o nome de Marta e morreu no zoológico de Cincinatti em 1914.

Para se redimir da responsabilidade, as pessoas justificavam que os bandos selvagens haviam migrado para o Sul, perto do Peru e Bolívia. Ou se afogado no Golfo do México. Ou, na tentativa de migrar para a África, não conseguiram ultrapassar o oceano e sucumbiram aos milhões, lavados em praias mundo afora, tão distantes quanto às costas da Rússia.

Quanto de Floresta Amazônica tem que existir para que os serviços ambientais que ela presta ao mundo continuem acontecendo? Qual é a dinâmica do equilíbrio das populações de Cumarus, Massarandubas e Mognos? Qual a relação entre estas espécies e outros vegetais, insetos, aves e animais?

Qual fórmula física e/ou química existe entre essa biodiversidade toda capaz de manter os serviços ambientais?

Será que aquele Cumaru que pode estar sendo cortado agora vai ser responsável pelo desequilíbrio de toda essa harmonia? Quanto desta imensa floresta, que escurece o chão quando vista do céu, imensa, repleta de árvores boas para corte, dona de tanta terra para salvar o planeta da fome e miséria? Quanto desta biodiversidade poderá ser cedida para a agricultura de monoculturas e a pecuária extensiva de pouca produtividade?

As terras que passaram por esse processo desde o nosso descobrimento, estão abandonadas, improdutivas, e nela vivem brasileiros que não tem acesso à saúde nem educação, excluídos sociais, e pasmem; escravizados! Meu Deus!

Nossa gigantesca floresta pode estar entrando em colapso neste minuto e nós de nada sabemos.

Quando dezenas e centenas de anos atrás, vários biomas, espécies, florestas inteiras foram exterminadas, talvez a humanidade pudesse até ser perdoada, pois não dispunha de informações, não dispunha de conhecimento científico para que hoje pudéssemos recriminá-la.

Mas hoje já temos conhecimento suficiente para sermos condenados sim, negligentes sim, responsabilizados sim, pelas futuras gerações.

Estamos exaurindo todos os nossos recursos naturais. Com toda arrogância podemos dizer que somos donos dessa enorme floresta! Tenho medo que o dia chegará que bradaremos com orgulho que ela se extinguirá aqui, em nosso território, pois seu futuro nos pertence. Mesmo comentário repugnante feito por um Ministro em Angola, há dez anos atrás.

Estes um milhão e cem mil brasileiros aqui representados por nós, repudiam qualquer tentativa de mudança do Código Florestal Brasileiro no sentido de empobrecer nossos biomas e dar autoridade a estados e municípios de fazê-lo.

Repudiam o projeto de lei 6424 que visa diminuir de 80 para 50% a área protegida da Amazônia Legal.

Repudiam qualquer projeto que venha a anistiar os transgressores dos crimes ambientais praticados há anos.

Repudiam qualquer projeto que vise construir rodovias sem estudo de impacto ambiental, em detrimento de projetos que priorizem a malha ferroviária.

Será que no futuro a história de uma árvore, chamada carinhosamente de, digamos, Maria - última árvore deste imenso território outrora habitado por inúmeras populações de variedades arbóreas - será escrito?

Como explicar à humanidade que talvez ela tenha fugido para algum lugar entre o Perú e a Bolívia, ou se afogado no Golfo do México? Ou, na tentativa de migrar para a África, não conseguiu ultrapassar o oceano e sucumbiu, seus destroços lavados em praias mundo afora, tão distantes quanto as costas da Rússia.

Será que vamos deixar desaparecer tantos recursos naturais por não sabermos quantos desses recursos são necessários para a sobrevivência da humanidade?

Com muita dor no coração, se eu estiver vivo até lá, voltarei a este Congresso, para propor que o nome deste País seja mudado para outro qualquer, pois tenho certeza que cada vez que a palavra Brasil for pronunciada ou escrita, nós brasileiros, sentiremos tristeza e remorso por ter consentido que nosso símbolo fosse extinto.


Depoimentos

1) Letícia Sabatella
Com o povo Krahô, aprendi o quanto é importante nos lembrarmos que somos parte inseparável da natureza.
Precisamos da nossa floresta como ela precisa de nosso cuidado para sobreviver. Sem a ação dos primeiros movimentos migratórios das tribos, não teríamos a floresta que conhecemos hoje, cultivada também pelas mãos dos seres humanos. Sem o respeito, que nos ensinam os índios, aos santuários ecológicos, nascente de rios, nascedouros de vida, de cultura; Sem a busca incessante por uma convivência verdadeiramente solidária e equilibrada com o meio ambiente, não haverá montante de dinheiro capaz de comprar a nossa sobrevivência

2) Tonio Carvalho
Em meu nome, TONIO CARVALHO, Coordenador da Oficina de Atores da Rede Globo de Televisão e em nome dos atores desta mesma, declaro solidariedade com o movimento dos responsáveis pela VIGÍLIA ECOLÓGICA por um País menos sujeito a ver seus rios poluídos, suas matas ameaçadas e sua terra arrasada. Por um Brasil livre de predadores e conspiradores que desrespeitam a Vida e a Natureza! Por um planeta saudável. Por um futuro justo de convivência pacífica e harmoniosa. Pela igualdade social e pelo respeito às diferenças entre os homens. Viva o Brasil, seus pássaros, suas águas, suas fontes de água doce, sua diversidade cultural e regional.

3) Miriam Leitão (coluna de 13/05)
PANORAMA ECONÔMICO
É hoje o dia
Que dia Christiane Torloni, Juca de Oliveira e Victor Fasano deveriam ser notícia numa coluna de economia? Hoje. É hoje, às 18h, em frente ao Senado, a Vigília em Defesa da Amazônia, a qual chegam depois de terem recolhido um milhão e 100 mil assinaturas de brasileiros pela preservação da floresta e após esperarem sete meses por uma audiência com o presidente Lula, que ainda não aconteceu.
Venho acompanhando, principalmente através de Christiane, as notícias da longa caminhada, desde o choque que ela e Victor tiveram ao gravar a minissérie “Amazônia”, lá na região, até o esforço de entender muito mais profundamente essa inquietante e complexa causa e realizarem a mobilização pela coleta de assinaturas.
Que momento é a hora exata para que chegue ao Congresso o movimento que recolheu tantas assinaturas? Agora é a hora certa. A Amazônia vem sendo atacada há longo tempo, mas poucas vezes se formou um quadro tão adverso.
A senadora Marina Silva vem chamando a atenção para a concentração de iniciativas, projetos, declarações e políticas que ameaçam a Amazônia e apontam para a destruição do avanço que havia se conseguido. Ela acha que há uma ofensiva. É o Código Florestal, que quer ampliar a área de desmatamento permitida; é a tentativa de dispensar licença ambiental para a duplicação de estradas; é o dinheiro farto do BNDES para setores com inequívoca comprovação de que desmatam a floresta. São as declarações depreciativas de autoridades revivendo, a pretexto de enfrentar a crise, o bordão de que meio ambiente é obstáculo ao desenvolvimento.
Há 18 projetos de decretos legislativos tentando anular ações administrativas de proteção do meio ambiente. A senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação Nacional da Agricultura, é autora de um projeto de lei que tenta anular o Plano Nacional de Combate ao Desmatamento. O plano determinou o recadastramento das propriedades rurais, impede novas autorizações de desmatamento nos municípios que mais desmataram e barrou a acesso ao crédito para atividades rurais realizadas em imóveis que não respeitam as leis ambiental e fundiária. O governo já mandou várias MPs flexibilizando controles. A MP 422 aumentou de 400 para 1.500 hectares o tamanho da terra pública que pode ser passada para o setor privado sem licitação. A MP 458 tinha o objetivo de regularização da desordem fundiária da Amazônia, mas foi concebida dentro da ideia da aceitação do fato consumado. Isso pode premiar os que grilaram terra pública. Seria aceitar como privado um território maior que Minas Gerais, e se toda essa área puder desmatar os 20% legais, seriam 13 milhões de hectares.
Nunca foi tão forte no governo a ideia — como mostram os atos, palavras, medidas provisórias e delegação de responsabilidades — que a floresta tem que ceder espaço à produção agropecuária. Há vários problemas nesse raciocínio.
Primeiro, a floresta tem sido desmatada impiedosamente ano após ano, e grande parte desse avanço se dá em terras públicas, por grileiros. A pecuária, que é um dos líderes desse processo de ocupação, está frequentemente envolvida com denúncias de trabalho escravo. Terceiro, a pretexto de enfrentar a crise, o governo tem aberto os cofres públicos para socorrer esses produtores que ocupam terra pública, desmatam e escravizam. Os crimes se associam e são financiados com os impostos que pagamos.
Do ponto de vista estritamente econômico, é uma insensatez. Tenho insistido, aqui neste espaço, que vão aumentar as pressões comerciais contra qualquer produto brasileiro que tenha indícios de estar ligado a esses dois crimes, desmatamento e trabalho escravo. O consumidor está ficando cada vez mais exigente, porque a consciência ambiental avança no mesmo ritmo dos sinais que alertam para os perigos da mudança climática.
No relatório do Trabalho Escravo divulgado ontem pela OIT, pesquisa feita com trabalhadores brasileiros mostrou que a maioria foi encontrada pela fiscalização em fazendas de gado do Pará e Mato Grosso. O relatório diz o seguinte sobre a lista suja do trabalho escravo: “Em julho de 2008 figuravam na lista os nomes de 212 pessoas e empresas, principalmente do setor pecuário. Descobriu-se que uma parte importante das atividades estava vinculada a práticas ilícitas que causaram o desmatamento da região amazônica. Muitos desses estabelecimentos rurais são de grande extensão, de até 30.000 hectares ou mais.” É a união das iniquidades: grilagem, desmatamento, trabalho escravo.
Portanto, a vigília de hoje reunirá pessoas que divergem em várias questões, pessoas de áreas profissionais tão diferentes quanto a senadora Marina Silva e o ator e também produtor de alimentos orgânicos Marcos Palmeira, mas que têm a mesma sensação de aflição vendo a marcha da insensatez do Brasil. Exatamente no limiar da era em que o aquecimento global torna mais preciosos os nossos recursos, quando desmatar e queimar a floresta aumentarão os riscos que pesam sobre todos nós, o Brasil vê uma escalada de iniciativas, propostas, projetos e declarações hostis à preservação.
Hoje é um bom dia para se pensar nas escolhas que têm sido feitas pelo Brasil

4) Dunga*
Não há dúvidas de que para a preservação da Amazônia é necessário milhões de reais, inclusive de paises estrangeiros. No entanto, penso que além de investir na conservação da Floresta Amazônica como um todo, cada vez mais, devemos conscientizar-nos de que é fundamental que cada um de nós, do campo e das cidades, faça a sua parte e, neste sentido, exija que sejam priorizados os investimentos na educação e em iniciativas sustentáveis que possibilitem eliminar as agressões ao meio ambiente, notadamente a fauna, a flora e demais recursos naturais, oportunizando, deste modo, alternativas de geração de emprego e renda a população do norte do País. A Amazônia é um legado ao povo brasileiro. Por essa razão, a nossa geração deverá de todas as maneiras lutar por sua preservação, bem como pela conscientização das futuras gerações da importância da sua conservação. Assim, como o futebol é um orgulho nacional, tenho certeza de que também poderemos obter destaque mundial, sendo referência no que diz respeito ao meio ambiente.
Carlos Caetano Bledorn Verri
*Presidente do Instituto Dunga de Desenvolvimento do Cidadão
Treinador da Seleção Brasileira de Futebol
Em 1994, nos Estados Unidos, Capitão do Tetra-campeonato mundial de futebol

5) Gisele Bundchen
“Não pude estar presente aqui hoje, mas tenho certeza que quem lê esta carta me representa com o mesmo entusiasmo e vontade de mudança.
A Amazônia é símbolo do nosso país, mas acima de tudo é símbolo de vida. Muitas vezes podemos achar que o que acontece na Amazônia não nos afeta, afinal parece tão longe de nós, mas com certeza o que acontece lá tem reflexos não só para nós brasileiros, mas também para o resto do mundo. A Mata Atlântica já foi quase totalmente devastada e não queremos que o mesmo aconteça com a Amazônia. Para isso é preciso que todos estejam conscientes e que abracem a causa, assinem o manifesto contra a devastação, avisem os amigos, façam barulho pela causa, venham até o congresso, exijam uma posição dos políticos...
A luta hoje é pela Amazônia, mas não só por ela, é principalmente pelo meio ambiente e pelo nosso futuro.
Unidos podemos fazer a diferença.
Contamos com a participação de toda sociedade brasileira. Afinal esse é o nosso mundo.
Um abraço confiante”

6) Simone
“Não pude estar presente aqui hoje, mas tenho certeza que quem lê esta carta me representa com o mesmo entusiasmo e vontade de mudança.
A Amazônia é símbolo do nosso país, mas acima de tudo é símbolo de vida. Muitas vezes podemos achar que o que acontece na Amazônia não nos afeta, afinal parece tão longe de nós, mas com certeza o que acontece lá tem reflexos não só para nós brasileiros, mas também para o resto do mundo. A Mata Atlântica já foi quase totalmente devastada e não queremos que o mesmo aconteça com a Amazônia. Para isso é preciso que todos estejam conscientes e que abracem a causa, assinem o manifesto contra a devastação, avisem os amigos, façam barulho pela causa, venham até o congresso, exijam uma posição dos políticos...
A luta hoje é pela Amazônia, mas não só por ela, é principalmente pelo meio ambiente e pelo nosso futuro.
Unidos podemos fazer a diferença.
Contamos com a participação de toda sociedade brasileira. Afinal esse é o nosso mundo.
Um abraço confiante”

7) Fernanda Montenegro
NESTE MOMENTO EM QUE A HUMANIDADE VÊ ESTARRECIDA A TRANSFORMAÇÃO DO MEIO AMBIENTE COM CATASTRÓFICAS CONSEQUENCIAS NO CLIMA MUNDIAL, E QUE O BRASIL DETÉM EM SEU PODER E TERRITÓRIO A ÚLTIMA GRANDE FLORESTA DA TERRA, PRESTANDO INFINDÁVEIS SERVIÇOS AMBIENTAIS, É IMPRESCINDÍVEL QUE BRASILEIROS COMUNS COMO NÓS, REPUDIEM QUAISQUER AÇÕES QUE VENHAM COMPROMETER O FUTURO DO PLANETA
EXAURINDO SEUS RECURSOS NATURAIS E INEVITAVELMENTE EMPOBRECENDO O POVO AMAZÔNICO QUE DEPENDE DA FLORESTA PARA SOBREVIVENCIA.
É RESPONSABILIDADE DE NÓS BRASILEIROS, ZELAR PELA NOSSA PÁTRIA.

8) Erasmo Carlos
PARA NOSSO BEM, A AMAZÔNIA É PARA SER GUARDADA NO COFRE INVISÍVEL DA PRESERVAÇÃO... VAMOS SER ESTE COFRE !

9) Renato Aragão
“Preservar a Amazônia é preservar a nossa vida.
Se amamos nossa família, se queremos que nossos filhos e os filhos de nossos filhos tenham uma vida saudável é necessário que lutemos pela nossa Floresta...
Precisamos unir as nossas vozes para que ecoe bem alto nosso brado!”

10) Aécio Neves
Um dos desafios mais urgentes e inadiáveis da realidade brasileira atual diz respeito à Amazônia. Referimo-nos a um espaço geográfico que corresponde a mais da metade do território do nosso País, no qual está localizada a maior floresta tropical, o rio mais extenso e caudaloso e a biodiversidade mais rica do planeta, além de riquezas minerais abundantes. Lá estão populações tradicionais que guardam rica cultura ancestral e mais de vinte milhões de compatriotas.
Este é um tesouro que qualquer nação gostaria de guardar, de proteger e usar com sabedoria para o seu desenvolvimento em bases sustentáveis e para o bem-estar do seu povo.
Infelizmente, não tem sido esta a nossa escolha: a degradação da região desafia sucessivos governos, com maior ou menor intensidade, o desmatamento avança e as queimadas completam o quadro da devastação.
É chegada a hora de agir. Os problemas da Amazônia, assim como os problemas de nossas demais regiões, são um problema do Brasil. Cabe, portanto, ao governo e à sociedade brasileira reconhecerem que nossas políticas para a região fracassaram. E fracassaram duplamente: induziram a degradação ambiental e não promoveram a inclusão social, criando apenas algumas poucas ilhas de prosperidade.
O momento exige coragem e ousadia. Coragem para mudar e ousadia para conceber novas políticas que gerem renda e emprego para o povo da Amazônia, utilizando sustentavelmente seus recursos naturais - porque desenvolver não é sinônimo de destruir.
Comparativamente com as demais regiões de nosso País, o Estado Federal brasileiro é o grande ausente da Amazônia. Acanhado, diante da imensidão do território; frágil, perante as demandas da população; ineficiente para assegurar a proteção do meio ambiente; oculto na falta de planejamento territorial, tendo como referência espacial a maior bacia hidrográfica do mundo.
Este extraordinário desafio, exige iniciativa política proporcional ao seu tamanho. Considero absolutamente necessário estabelecer um grande pacto entre a União, os Estados e Municípios da Amazônia, com ampla participação das lideranças empresariais e da sociedade civil, visando a formulação de novas políticas para o desenvolvimento regional sustentável, sem os velhos e erráticos paradigmas do passado.
Esta não é uma tarefa para um Ministério, mas para o governo, em todos os níveis e para toda a sociedade. Pela sua magnitude, esta é uma agenda que deve ser liderada pela própria Presidência da República, na medida em que não pode haver na gestão do Estado Brasileiro nada mais importante do que proteger a Amazônia e assegurar o seu desenvolvimento sustentável.
Uno-me a todos a vocês nesta manifestação, porque, como cidadão brasileiro, quero a AMAZÔNIA PARA SEMPRE.

11) Frans Krajcberg
Caríssima CHRISTIANE TORLONI, fiquei muito contente em receber essas noticias, que vai ser discutido na câmara de deputados sobre Amazônia.
A última viagem que eu fiz fiquei mais preocupado e muito revoltado com a destruição total da Amazônia.
Todas as leis que estão inventando são todas em direção para destruir mais rápido possível, e constatei que estão praticando um crime contra o planeta.
Em Porto Velho os habitantes, os índios são caçados da terra deles onde habitaram e ficam abandonados na rua com os filhos deles e pedindo esmolas, é para chorar.
Nós estamos vendo e acompanhando o avanço da destruição, as queimadas são assustadoras e só se fala as arvores foram queimadas e os índios que habitam nelas não são queimados? Nós vamos ver em breve a Amazÿnia sem floresta e o crime que praticam com os índios. É crime odioso.
Trans Amazÿnica que foi muito criticada e protestada do mundo inteiro foi abandonada no tempo da ditadura, nós estamos vendo hoje gastando fortunas para asfaltar de novo, para ter meios de destruir essa região mais rápido.
Brasil acorda de ver a realidade da saúde do planeta, e estamos fazendo tudo pra piorar a saúde dele. Nunca se viu tanto desastres ecológicos ultimamente no mundo e também aqui no Brasil, no norte onde tinha muita seca, estamos vendo inundações que nunca acontecia, e no sul muitas secas.
Ninguém pergunta “porque ta acontecendo essas mudanças” e pode piorar, se a gente não acorda tudo pode piorar, me pergunto se não está na hora de parar com essa barbárie.
A Mata Atlântica foi praticamente toda queimada, e os habitantes que nela habitavam foram massacrados e muitos fugindo cada vez mais longe e são obrigado agora fugir muito mais longe.
Todas as serralherias que acompanhavam essa destruição, todos eles abandonaram sul da Bahia, Espírito Santo e um pedaço de Minas Gerais e deixaram instalá-los na Amazônia.
A plantação de soja transgênica na Amazônia é vendida para China, pra engordar os porcos deles para ter melhor mercado, enquanto nós vemos uma miséria do povo do Nordeste, é revoltante de ver a passividade e abandono desse povo.
Mas uma vez acorda Brasil não deixa destruir a Amazÿnia e agravar mais a saúde do planeta.

12) Osmar Prado
Não sei quantas vigílias serão necessárias para as pessoas entenderem que a Amazônia é patrimônio da humanidade. Defender a região Amazônica é defender o direito à vida de todos os sêres que habitam a nossa casa comum, a Terra, tão humilhada, explorada, invadida sem pudor pela ganância e insanidade imediatista que assola o país.

13) Tony Ramos
QUERIDOS AMIGOS. QUERIDOS BRASILEIROS. AÍ, HOJE EM BRASILIA, ACONTECE MAIS UM GRANDE MOMENTO DE REFLEXÃO E DIÁLOGO COM TODOS OS NOSSOS PATRICIOS : A IMPORTANCIA DE REFLETIRMOS TODOS SOBRE A GRANDE AMAZONIA. ESTÃO VOCÊS NESSA CASA BRASILEIRA PARA, COM DIALOGO, ENCONTRAREM OS GRANDES CAMINHOS QUE A AMAZONIA QUER E NECESSITA. FELICIDADES A TODOS. ESPERANÇOSO DE PRODUTIVAS SOLUÇÕES, DEIXO MEU ABRAÇO E UM "VIVA A AMAZONIA ".

14) Juca de Oliveira
No Sul índice de chuvas 96% abaixo do que seria normal. Mais de cem municípios em estado de alerta, serviços públicos suprimidos, sem água potável, safras agrícolas perdidas, pobreza sofrimento e desolação. No norte e nordeste as piores cheias dos últimos 25 anos. Cidades ilhadas, casas e mais casas submersas, populações desabrigadas, desamparo sofrimento e desolação. Todos nós estamos sabendo à exaustão que as catástrofes climáticas que nos atingem agora quase que diariamente são uma pequena mostra do que resultará do desmatamento, do incêndio das matas, da devastação criminosa da floresta amazônica, da crescente emissão de gazes de efeito estufa. Então por que não fazemos nada? Por que todas as iniciativas oficiais em relação ao meio ambiente vêm no sentido de devastar mais, eliminar as matas ciliares, reduzir áreas de preservação, aumentar a poluição e proteger incendiários? Ignorância? Burrice? Os jornais de ontem mostravam o aumento da devastação da floresta justamente nos assentamentos legais. Portanto, conforme determina o § 4º, do Artigo 225 da Constituição Federal, deve-se implementar em níveis Federal, Estadual e Municipal a IMEDIATA PROIBIÇÃO DE QUALQUER DESMATAMENTO DA FLORESTA AMAZÕNICA BRASILEIRA, A QUALQUER TÍTULO, fornecendo meios e instrumentos ao Ministério Público (Federal e Estadual) para impedir a conivência daqueles que não cumprem o seu dever cívico de defesa do meio ambiente. Qualquer outra alternativa que permita, de alguma forma, o corte ou queima de árvores desse ecossistema, não só não assegura a preservação do meio ambiente como o degrada e aniquila. Ou se proíbe agora, sumariamente, o corte de um ramo da floresta, ou em vinte anos, conforme nos alertam as últimas projeções científicas e o flagelo da nossa agricultura no sul do país, seremos um imenso deserto tropical.

15) Leticia Spiller
Abraço a causa ambiental pela preservação da espécie.
Não vemos como somos pequenos ante a majestade que aí está, diante de nossos olhos?Não falo de arranha-céus platinados ofuscantes...falo do Sol que nos queimará a todos em sua radiante alegria máxima e do conforto do luar que nos traz a água..elemento que afirmo; é a própria vida!
Existe um ponto que deve ser respeitado.É nele que nos encontramos todos iguais. Sem esta herança hipócrita de ser elite. Só me vale ser elite se eu puder fazer alguma coisa por alguém....
Ajudei a construir uma Escola da Floresta, no Município de Marechal Taumaturgo, para conscientizar o povo ribeirinho que engloba todo o vale do Juruá, pois pude constatar que eles não têm a informação e educação necessárias à preservação. Uma escola idealizada pelos índios Ashaninka que realizam em sua aldeia, um trabalho de repovoamento dos rios com a criação de açudes de peixes e tartarugas, sabendo explorar corretamente os recursos florestais e o manejo da caça. E ainda transformaram uma imensa área de pasto em floresta novamente. Como eles mesmos dizem: é um"consórcio de vida"
Reverencio os Ashaninka, reverencio a Natureza; esta força tão sem tamanho de grande que me dá a Vida, que me oferece suas águas, seus frutos e amigos a quem eu possa abraçar e ainda sentir calor...
Com amor

16) Tadeu Aguiar
Sou profundamente solidário a causa da preservação da Amazônia.
Não basta que ela seja nossa, é fundamental que esteja viva e floresça.
Nós, brasileiros (governo, povo, nação) precisamos agir com responsabilidade.
Viva a Amazônia.
Com imensa e intensa admiração a esta luta, Tadeu Aguiar.

17) Eduardo Bakr
Venho, por meio deste, manifestar o meu total apoio à preservação da Amazônia.
Preservação da nossa floresta tropical,
dos nossos rios,
da nossa fauna,
da nossa flora,
do nosso povo,
da nossa cultura,
do nosso ecossistema,
de nós mesmos,
da vida.
Precisamos ser fortes e exigirmos atitudes competentes e eficazes do governo brasileiro para manter VIVA A AMAZÔNIA.
Com profunda admiração,

18) Nelida Piñon
Querida Christiane,
admiro a sua arte e a sua têmpera. Ambas a serviço das causas brasileiras. Como agora em que se empenha em preservar a integridade física da nossa floresta amazônica, sem dúvida expressão simbólica da cidadania brasileira.
Sei do seu PROJETO AMAZÔNIA PARA SEMPRE e julgo-o admirável. Uma ação que merece se alastrar pela país,infiltrando-se pela consciência nacional. E não é assim que se defende a soberania pátria, o sentido da honra nacional, a inviolabilidade territorial, o futuro dos nossos sucessores?
Este Projeto, que ora defende, merece minha total solidariedade. Peço-lhe, pois, que caminhe em nosso nome, defenda quem somos, proteja os sortilégios desta floresta que espelha a face brasileira.
Meus parabéns. O abraço afetuoso e a admiração da
Nélida Piñon

LINKS
Quem tem um "clique" pela Amazônia?


Orkut: Comunidade oficial: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=27073911

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WWF Brasil: http://www.wwf.org.br/

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Preserve Amazônia: http://www.preserveamazonia.org

Instituto Rã-bugio: http://www.ra-bugio.org.br

Rádio Ecos da Amazônia: http://www.ecosdaamazoniareporter.org.br

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Portal Flymt: http://www.flymt.com.br

Vectra clube do Brasil: http://www.vectraclube.com.br

Diretoria de Ensino da Polícia Militar RN: http://www.pm.rn.gov.br/de/amazonia.asp

Amazônia.org: http://www.amazonia.org.br

Y Ikatu Xingu: http://www.yikatuxingu.org.br

Núcleo de Estudos Pró Amazônia: http://www.nepam.org

Organização de Preservação Ambiental (OPA!!!): http://www.opabrasil.org.br

Agentes da Paz - AMISRAEL: http://www.amisrael.com.br/campanas/agente/?idioma=3

ViajandaoBrasil: http://www.viajandaobrasil.com.br

Guanandi Instituto Renovação Social: http://www.girs.org.br

Tainá - Tietê Produções Cinematográficas: http://www.taina.com.br

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O "Amazônia para Sempre" na mídia.


RÁDIO AMAZONAS FM (30/01/2007)

Campanha Amazônia para Sempre já é sucesso

O site Amazônia para Sempre, criado pela atriz Christiane Torloni, Victor Fasano e Juca de Oliveira já é sucesso. A causa ganhou até comunidade no orkut.

Além de contar com a assinatura de Gisele Bündchen, a cantora escocesa, Annie Lennox, também prometeu contribuir com a preservação da Floresta Amazônica e em breve deve deixar sua assinatura.

* * *

TRIBUNA DE PETRÓPOLIS (05/02/2007)

Manifesto de artistas para salvar a Amazônia

A minissérie Amazônia, da Rede Globo, além de contar a história de uma parte do Brasil, acabou influenciando artistas a promoverem uma campanha contra a degradação ambiental desta região, que hoje é considerada uma das maiores e mais importantes do patrimônio natural do mundo. A campanha - que conta com o site www.amazoniaparasempre.com.br - é coordenada pelos artistas Christiane Torloni e Victor Fasano, e conta com a participação de dois petropolitanos, Claudio Gomide, diretor do Teatro Municipal Paulo Gracindo, na produção e administração, e Carlos Eduardo Aschenberger, responsável pelo departamento de informática da Tribuna, na criação e administração do site.

Com apenas uma semana no ar, o site já conseguiu cerca de duas mil assinaturas. O objetivo é recolher o maior número possível de assinaturas em prol da preservação da região Amazônia e, quando atingir um determinado número, o documento será encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que sejam tomadas providências para preservação da Amazônia.

O manifestado apresentado no site é um texto de autoria do ator Juca de Oliveira, com fotografias de Araquém Alcântara e Francisco Carreira. A narração, feita por Torloni e Fasano, é acompanhada pelo Hino Nacional e pela Bachianas Brasileiras Nº 5, de Heitor Villa Lobos. No manifesto, que pode ser lido no site, os artistas afirmam que "a Amazônia não é o pulmão do mundo, mas presta serviços ambientais importantíssimos ao Brasil e ao Planeta. Essa vastidão verde que se estende por mais de cinco milhões de quilômetros quadrados é um lençol térmico engendrado pela natureza para que os raios solares não atinjam o solo, propiciando a vida da mais exuberante floresta da Terra e auxiliando na regulação da temperatura do Planeta". O manifestado lembra ainda que, mesmo depois da morte de Chico Mendes e de muitos desconhecidos, a devastação da Floresta Amazônica continua, comprometendo todo ecossistema.

* * *

AGÊNCIA AMAZÔNIA (06/02/2007)

Deputada propõe frente pela Amazônia

BRASÍLIA – Inspirada no movimento Amazônia para Sempre, criado por artistas que participam da minissérie Amazônia – de Galvez à Chico Mendes, a deputada Perpétua Almeida (PC do B-AC) propôs nesta terça-feira, 6, a criação de uma Frente Parlamentar suprapartidária em defesa da Amazônia Brasileira. Perpétua disse que a Frente se tornou uma prioridade após a Agência Brasília de Inteligência (Abin) levantar preocupações sobre a influência de governos e entidades estrangeiras na Amazônia brasileira.

A idéia é criar no Parlamento Brasileiro um debate que encontre ressonância dos anseios e necessidades dos brasileiros que habitam a maior floresta tropical do mundo. Segundo Perpétua, a Frente ajudaria a conter a devastação da Amazônia e a buscar alternativas para o desenvolvimento sustentável da região. “O desmatamento e o incêndio são símbolos da nossa incapacidade de compreender a delicadeza e a instabilidade do ecossistema amazônico”, lembrou.

Ameaçada pelo desmatamento, pela biopirataria, por entrada de estrangeiros sem compromisso com o Brasil, pelas explorações de suas riquezas de forma devastadora, a Amazônia vem sendo foco de atenção com os debates acerca do aquecimento global. Perpétua lembrou, pro sua vez, que o Brasil possui 165 mil quilômetros quadrados de área desflorestada, abandonada e semi-abandonada, e por essa razão pode dobrar a produção de grãos sem derrubar uma única área. É preciso, para isso, que saiba utilizar essas áreas já degradadas.

Agregando o maior banco genético do planeta, detendo 1/5 da água doce disponível, tendo 1/3 de florestas tropicais do mundo e incalculáveis riquezas no subsolo, a Amazônia necessita de avançar nas políticas públicas que garantam um desenvolvimento sustentável digno, que atenda as necessidades de cada Estado, Município e localidade.

Amazônia para sempre

O manifesto intitulado Amazônia Para Sempre, de autoria de Cristiane Torloni e Victor Fasano, com texto de Juca de Oliveira, serve impulso para ecoar no Congresso Nacional a necessidade de melhor debater os rumos desta imensa riqueza natural.

A Frente Parlamentar já conta no seu lançamento com dezenas de adesões, de representantes dos mais diversos Estados. Os integrantes da Frente agirão em todas as esferas da Câmara e do Senado, fazendo com que os debates sobre o tema sejam sempre constantes.

A Frente pretende subsidiar todas as Prefeituras e Câmaras Legislativas, Governos Estaduais e Assembléias, Presidência da República e Ministérios de políticas públicas que possam dar melhor garantia à preservação e desenvolvimento equilibrado da Amazônia.

* * *

EGO (08/02/2007)

Site "Amazônia para sempre", criado por atores da minissérie, conquista mais de 15 mil assinaturas

Quatorze mil e cem pessoas já deixaram seus nomes no abaixo-assinado que vai exigir do governo federal medidas mais drásticas na preservação da Floresta Amazônica no site www.amazoniaparasempre.com.br.

Criado por Christiane Torloni, Victor Fasano e Juca de Oliveira, a webpage tem a adesão de Gisele Bündchen e da cantora escocesa Anni Lennox, do Eurythmics.

Os três atores resolveram lançar o movimento depois que voltaram das gravações da minissérie "Amazônia- de Galvez a Chico Mendes", no Acre. Eles desejam reunir um milhão de nomes.

"Fiquei horrorizada com os 250 Km de árvores em chamas. A gente nem consegue ver a cor do céu, da tanta fumaça. Algo precisa ser feito urgente!", disse Christiane na época que voltou ao Rio de Janeiro.

* * *

REVISTA ECO•21 (10/02/2007)

Artistas contra o desmatamento

Quando o ator Juca de Oliveira foi para o Acre em finais de 2004 para gravar a minissérie “Mad Maria”, descobriu o Brasil da floresta e tomou consciência da gravidade da situação na região amazônica como um todo, muito além de Rio Branco. Eram imensas nuvens de fumaça que escondiam a devastação, transformando esse imenso patrimônio ambiental em pastagens quase sem valor em plantios de soja, geradoras de um lucro fácil deste tipo de monocultura. Foi então que ele compreendeu a luta de Chico Mendes e dos povos da floresta em favor da preservação desse bioma tão importante para o nosso Planeta. Começou a escrever um texto-denúncia. “Mad Maria” estreou no início de 2005 e pela sua dinâmica de trabalho como ator, o texto permaneceu adormecido no seu bolso; ele não ficou arquivado, esteve sempre latente esperando o momento de florescer.

O amadurecimento da idéia chegou com realização de outra minissérie: “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes” estreada no início deste mês de Janeiro, quando a revolta dos atores Christiane Torloni e Victor Fassano ao se defrontarem com a realidade do aniquilamento da selva amazônica, se fez um clamor para iniciar um movimento de defesa da floresta.

Ambos leram o texto de Juca de Oliveira e decidiram partir para a ação. Fundaram o movimento que se encontra hospedado no site www.amazoniaparasempre.com.br e, depois de polir o texto o apresentaram perante a opinião pública com as assinaturas dos três artistas. Em poucos dias, a adesão de centenas de pessoas, tanto do Brasil como do exterior, surpreendeu os atores de forma que alterou o seu cotidiano. Hoje os três dedicam uma boa parte de seu tempo a estimular a luta de todos pela preservação da região amazônica.

A ECO•21 adere a essa iniciativa, não somente assinando o manifesto, como também divulgando esse clamor para que os madeireiros ilegais e o sojeiros legais não avancem ainda mais sobre a biodiversidade desse imenso território que deve permanecer intacto.

Com fotos de Araquém Alcântara e Francisco Carrera, o Manifesto, cuja versão final está assinada por Juca de Oliveira, é lido por Christiane Torloni e Victor Fasano ao som da Bachiana Nº 5 de Villa-Lobos. O apelo clama simplesmente pelo cumprimento da Carta Magna brasileira onde está claramente exposto que a Amazônia é um patrimônio nacional a ser protegido. [...]

* * *

KAXI COMUNICAÇÃO - PORTAL DE NOTÍCIAS DA AMAZÔNIA

“Amazônia para Sempre”, um grito em defesa da floresta

Os amazônidas, brasileiros e a humanidade da “aldeia global” deveriam se engajar em mais uma campanha, ou melhor, em mais um grito em defesa da floresta amazônica. Trata-se do manifesto “Amazônia para Sempre” de parte do elenco da minissérie “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”, da Rede Globo. Vendo e vivendo de perto, pelo menos algumas semanas, os problemas da região, quando estiveram no Acre e Amazonas gravando o programa, as celebridades globais parece que foram “tocadas” pelo mesmo sentimento de compaixão e revolta, que tiveram Chico Mendes, padre Josino Tavares, Dorothy Stang e tantos outros defensores e mártires, por causa do desmatamento.

O texto contundente, às vezes poético, de Juca de Oliveira, com a narração (em português) emocionada de Christiane Torloni, pede a proibição imediata e irrestrita do desmatamento na Amazônia. Entre os vários argumentos, cita o fato de haver no País 165 mil km2 de áreas desflorestadas, abandonadas ou semi-abandonadas capazes de duplicar a produção de grãos sem derrubar uma única árvore. As assinaturas colhidas pelo site www.amazoniaparasempre.com.br (espero que sejam milhares, depois de o apelo se estender por toda a região, pelo país e pelo mundo) serão entregues ao presidente Lula.

Só não se sabe se o “grito da floresta” vai sensibilizar o presidente da República e seu staff desenvolvimentista. Minha dúvida é pertinente porque basta verificar o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para se perceber que a variável ambiental não é prioridade; o Ministério do Meio Ambiente torna-se importante à medida que os Eia-Rima sejam aprovados a toque de caixa para não atrapalhar a execução das grandes obras na Amazônia. Vê-se com clareza a avidez de se implantar portos, pavimentar e construir estradas, hidrelétricas e tantos projetos infra-estruturantes sem sequer mencionar os perigos dos impactos ambientais. E tudo isso é pra ontem, prazo máximo de quatro anos, em 2010.

Convido a assinar o manifesto “Amazônia para Sempre” a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, quase na guilhotina da reforma ministerial do segundo mandato por se opor aos argumentos de que a rigidez das leis vigentes, referentes a licenciamentos ambientais para obras de infra-estrutura, seja a causa do entrave para o crescimento do País. O presidente do Ibama, Marcus Barros, seria outro a aderir à campanha, já que espera apenas as mudanças ministeriais para voltar a “cuidar das malárias dos ribeirinhos amazônicos”, como ele mesmo gosta de dizer, ao sinalizar a sua saída da direção do órgão e retornar ao Instituto de Medicina Tropical de Manaus onde é servidor. É certo que Marcus não resolveu todos os problemas do Ibama, mas é só verificar e comparar anos e gestões anteriores as mudanças ocorridas dentro e fora da instituição, no que diz respeito à repressão, fiscalização e moralização das ações ambientais deste País.

Esse “grito” em defesa da Amazônia não é novo. Ele há muito vem ecoando no interior da floresta por meio das populações tradicionais, ambientalistas e ONGs responsáveis (nacionais e estrangeiras), figuras ilustres como o cacique Raioni e o cantor Sting que viajaram quase todo o mundo para mostrar os perigos porque ela passa. A iniciativa dos atores globais é bem-vinda; soma-se às tantas ações voltadas para chamar a atenção dos governantes não apenas brasileiros, mas do planeta, que se continuarmos desmatando a Amazônia as futuras gerações sofrerão as mesmas conseqüências dos povos que já acabaram com suas matas nativas para trazer o progresso e o desenvolvimento sem a sustentabilidade devida. Estou nessa. Também quero uma “Amazônia para Sempre”.

* * *

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ESTATÍSTICAS
Como anda a captação de assinaturas?


Assinaturas por Estado

ESTADO

ASSINANTES

AC

732

AL

1504

AM

2274

AP

280

BA

7982

CE

5002

DF

7987

ES

4337

GO

6312

MA

1696

MG

25592

MS

2236

MT

2020

PA

2783

PB

2754

PE

6302

PI

1076

PR

14629

RJ

27088

RN

3454

RO

991

RR

318

RS

20866

SC

12281

SE

1110

SP

93211

TO

1064

Assinaturas por Atividade

ATIVIDADE

ASSINANTES

Actor

3

Administrador de Empresas

14905

Administrator

27

Advogado

6639

Analista de Sistemas

5454

Anthropologist

2

Antropólogo

180

Aposentado

7030

Architect

5

Arquiteto

2720

Artist

14

Artista

2357

Assessor de Imprensa

230

Assistente Social

267

Ator

1044

Bibliotecário

606

Biologist

6

Biólogo

4667

Biotecnólogo

156

Cantor

467

Carpinteiro

14

Cenógrafo

55

Cientista Político

92

Cineasta

257

Computer Analyst

19

Contabilista

4871

Dançarino

373

Dancer

4

Dentist

3

Designer

3188

Diplomata

84

Ecologist

2

Ecólogo

443

Economist

5

Economista

2012

Editor

218

Empresário

7528

Enfermeiro

2026

Engenheiro

8272

Escritor

125

Estatístico

182

Estudante

75124

Farmacêutico

1240

Filósofo

276

Fisioterapeuta

1164

Fonoaudiólogo

354

Fotógrafo

636

Frentista

10

Geógrafo

772

Geólogo

189

Gestor Ambiental

301

Historiador

643

Informática

4449

Jornalista

2232

Journalist

2

Juiz de Direito

80

Lawyer

9

Marceneiro

11

Marketing

1533

Médico

2015

Médico Veterinário

1006

Militar

1061

Model

2

Modelo

222

Museólogo

3

Musician

11

Músico

1579

Oceanógrafo

131

Odontólogo

1308

Ornitólogo

5

Other

155

Outros

51970

Paisagista

206

Pedagogo

3337

Pedreiro

11

Pharmacist

1

Photographer

7

Physician

4

Pintor

13

Político

144

Prendas Domésticas

1092

Professor

16318

Psicólogo

3402

Publicitário

2853

Químico

1034

Radialista

523

Relações Públicas

937

Sales

11

Singer

1

Sociólogo

546

Student

58

Tradutor

438

Turismo

2494

Urbanista

76

Vendedor

6788

Writer

4

Zootecnista

103

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COMENTÁRIOS
Os recados dos assinantes


"Vamos mostrar, que o Brasil sabe cuidar do que é dele."

"Urgente, necessário e inadiável. Cada minuto ganho até a decisão significa milhões de vidas salvas agora e bilhões no futuro."

"Eu moro em Santarém, est. do Pará, em plena amazonia oriental, eu pertenço ao povo da floresta..."

"O povo precisa acordar e os governante têm de ouvir a nossa voz... ou salvamos a Amazônia, ou morremos junto com ela."

"A Amazônia é nossa,é do povo brasileiro, portanto é nossa responsabilidade zelar o pouco que ainda nos resta.Vamos amar nossa floresta!!! "

"Vamos conseguir!!!"

"Quando o ultimo animal for morto, quando a ultima arvore for cortada o homem perceberá que dinheiro não se come. Acho que isso é o bastante para refletirmos sobre o nosso futuro!"

"Há muito tempo estou esperando uma oportunidade para manifestar minha indignação com esse fato.Obrigada por isso."

"Tenho 12 anos, acredito em um futuro melhor para o nosso país... Estou na LUTA!"

"Obrigado, Artistas, por proporcionar-me esta oportunidade de assumir este compromisso sócio-ambiental. Com certeza, as gerações futuras ficarão gratas."

"Emocionado, deixo aqui meu manifesto contra o desmatamento da floresta amazônica e de outras tb. E qd o homem derrubar a última árvore e matar o último peixe verás q não se pode comer o dinheiro."

"Assino com muito prazer!"

"Jamais olvidarei o surgimento da transamazônica. Quantos sonhos... Vejo, neste cotidiano, a destruição, a omissão, o descaso... Quiçá, este manifesto, reporte as futuras gerações ao sonho inicial do povo brasileiro."

"Iniciativas como esta nos fazem refletir sobre as conseqüências deste desastre ecológico para a humanidade. Costumo dizer aos alunos da escola em que trabalho que somos os únicos responsáveis pela vida do planeta. Parabéns por esta corrente de amor à VIDA!"

"Amazon forest and the wildlife living in it are a lifeline for the whole world. It must be saved for future generations of Brazilians and the rest of the world."

"Tenho 9 anos e me preocupo com o planeta terra, dele depende o meu futuro e de todos que viram depois de mim. De uma chance a Amazonia, a mim, e as geraçoes futuras."

"Parabéns pela iniciativa! Precisamos que pessoas como vocês, artistas, aproveitem todo o carisma e contato que têm com a grande massa para batalhar e lutar por causas realmente importantes ao nosso planeta! Vamos levar cultura, educação e capacidade crítica a todas as pessoas deste país!"

"Minha vontade é de chorar perante esta calamidade que é a devastação da nossa floresta. Tenho mais de 70 anos e me preocupa o futuro de meus filhos, netos e futuros bisnetos. ACORDEM BRASILEIROS!"

"Vou fazer a minha parte e enviar a todas as pessoas que conheço. Me sensibilizo com a sua atitude e enalteço."

"Atendo à proposta, como extranjeiro com visto permanente que mora em Xapuri participando do projeto sustentavel no polo moveleiro."

"Save the Amazon!"

"Eu amo o Brasil e não gostaria de vê-lo devastado e desolado!"

"Minha professora de geografia falou sobre o site na sala de aula. Tenho 15 anos e já sei a consequência de um mundo sem a nossa Amazônia"

"se não fizermos algo hoje, amanhã será tarde demais"

"Simples... Apóio a causa em questão, li o manifesto e concordo em absolutamente tudo. Não é necessário dizer mais nada..."

"O meu bairro fica no mundo!!!!"

"Se nós não o fizermos, quem o fará por nós?"

"São 6 a 7 campos de futebol por minuto desmatados!!!! Isso precisa terminar! Já estamos sofrendo as conseqüências disso. Quando será que a ganância, o egoísmo e a ignorância vão ser sobrepujados pelo humanismo?"

"Basta!!!"

"Com esperança de somar com todos vocês que tiveram tamanha sensibilidade ao se preocuparem não só com nossa floresta, mas com toda a humanidade através desse gesto de amor pela natureza."



Se você quiser participar com sugestões para esta seção, por favor envie um e-mail para contato@amazoniaparasempre.com.br.